domingo, 20 de setembro de 2009

A nossa praça de Soledade RS 1

Uma praça como outras que existem pelo mundo não fossem algumas características que a tornam uma praça muito especial. Criada para encantar aos que dela se aproximam, acolher pássaros de muitas espécies,espiar os enamorados, acalentar os sonhos dos senhores que sentam em seus bancos para tricotar e ver a moça bonita que passa pelas sua calçadas.Uma linda praça, com muitas espécies de árvores, canteiros floridos, jardineiros dedicados.Nossa praça sempre representou um belo cartão postal, entretanto sua beleza tem sido questionada e até sido alvo de chacotas, bem merecidas, é claro.No centro da referida praça foi colocado, merecidamente, o busto do cidadão soledadense Senhor Olmiro Ferreira Porto, ex prefeito de Soledade, pois seu nome batiza a praça. Eis ,que num certo dezembro; alguém que detinha poder, resolveu erguer uma estrutura metálica gigantesca no meio do canteiro central , deixando o busto do ilustre soledadense sob o dito pinheiro de natal. Nas noites que antecedem o natal as luzes majestosas da árvore se acendem e todos ficam perplexos com tanta beleza e o senhor OLmiro lá embaixo. Será ele o papai-noel? Sinto vegonha e indignação com a importancia que o povo de soledade dispensa aos seus ilustres antepassados

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

E daí?

Existem situações e lugares que ninguem tem prazer em lembrar ou frequentar. Entretanto há que se preocupar, observar, analisar... Os homens públicos não os colocam em seus orçamentos, não representam nada, somente para silêncio; às vezes para os vândalos. mas para muitos as belas residências são fundamentais, mas para quê? para quem?Talvez para encantar os fantasmas que perambulam por lá, para desabafos, lágrimas de dor, remorso, saudade...
A vida segue seu curso para os que estão do lado de cá, e os do lado de lá/ Estão todos deitados, dormindo profundamente... como disse , um dia , o poeta Manoel Bandeira. SERÁ QUE ESTÃO?Se estivessem porque o luxo, voltarão, um dia?Quem sabe? Mas os de cá precisam continuar, até quando? A VIDA PRECISA CONTINUAR
Maria Beatriz



terça-feira, 1 de setembro de 2009

dados biográficos de Olmiro Ferreira Porto Soledade RS

Filho do delegado Trajano Porto e de Adelina Ferreira Porto (dona Diloca), Olmiro nasceu em Soledade em 5 de maio de 1905. Ainda muito jovem casou com Morena da Silva (1909-1928) que faleceu prematuramente. Dessa união nasceu Nélson da Silva Porto, renomado professor e médico radiologista, residente em Porto Alegre
Casou em segundas núpcias com Jurema Ortiz Porto(1918-2004), com quem teve três filhos: Sérgio (já falecido), Rogério e Suelena.
Durante muitos anos, Olmiro foi proprietário da Farmácia Popular, localizada na esquina da Av.Marechal Floriano Peixoto com a a rua Júlio de Castilhos.
Na condição de homem público, muito ligado às causas comunitárias, ele foi prefeito de Soledade em dois períodos: 1947 a 1951 e 1963 a 1969. Sua esposa Jurema dedicou-se também a um amplo trabalho social.
A praça central da cidade recebeu a denominação de Praça Olmiro Ferreira Porto em sua homenagem.No canteiro central foi colocado o seu busto, substituindo o monumento ao antigo Laçador.Foi a forma que seus conterrâneos encontraram para homenagear este ilustre soledadense.
Estranhamente, com a colocação permanente de uma estrutura metálica, simbolizando uma árvore natalina, sob seu busto, este ficou prejudicado e perdeu o sentido histórico de ali permanecer.
Como pesquisadoras da história local, não podemos ficar caladas diante deste desrespeito e sugerimos que este monumento seja realocado no próprio espaço da praça, mas onde volte a ter o destaque que merece.
Elizette Scorsatto Ortiz e Maria Beatriz C.Eifert
Mestres em Hisória Regional

domingo, 9 de agosto de 2009

Projeto PIM

Registro aqui trabalho realizado com os integrantes do Projeto primeira infância melhor que interfere na vida dos menos favorecidos atendendo aos menores que ainda não estão nas escolas.Tive o privilégio de coordenar oficinas literárias e de confecção de livros infantis, com material alternativo como, tecidos, madeira, plásticos, botões, sementes etc. as visitadores, como são chamadas as pessoas que visitam as casas .Os livros que foram confeccionados demonstraram a criatividade e comprometimento de cada um no projeto.com essa experiência pude mais um vez confirma a tese de que não só de pão vive o homem . Principalmente as crianças provenientes de lares com escassas condições de vida onde somente o alimento é prioridade. Essas crianças sonham e brincam como todas as crianças do mundo, basta que se proporcione a elas incentivo para que os sonhos e fantasias aflorem.Nossas crianças de periferia estão expostas ao mundo dos adultos muito cedo, problemas assuntos que nada têm a vem com eles tomas conta do tempo em que a infância deve ser trabalhada . os municípios deveriam investir pesadamente nessa área para não terem que desembolsar milhões para tentar retomar o tempo perdido.
Por Maria Beatriz Chini Eifert mestre em história

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Da realidade ao imaginário popular

Os campos do atual estado do Rio Grande do Sul foram cenário, por muitas décadas, da convivência de homens livres e cativos no interior das fazendas de criação de gado, nas vilas e também nos conventos e igrejas como registra a historiografia tradicional. E foi através da literatura sul-riograndense que o mundo tomou conhecimento da cruel história de um menino negro de viveu em uma fazenda do Rio Grande do Sul.

A história a que nos referimos é parte do acervo literário gaúcho denominado de lenda, escrita por Simões Lopes Neto A LENDA DO NEGRINHO DO PASTOREIO que relata a história de um menino escravo que viveu nos campos sulinos e a ele era dada a incumbência de cuidar do gado de uma fazenda.

Certo dia, desapareceu da fazenda um novilho e o negrinho como era conhecido, foi duramente castigado e colocado em um formigueiro para que lá morresse.

O personagem dessa lenda transformou-se em símbolo popular, entrando para o acervo do imaginário popular e é invocado sempre que um objeto ou animal desaparece. Diz a lenda, ainda que uma vela deverá ser acesa ao “negrinho” para que o pedido de encontrar o que foi perdido seja atendido

Essa lenda poderá ter nascido de algum fato real, como o que acontece com a maioria das lendas. Mas a questão que a lenda focaliza é que Nossa SENHORA É MADRINHA de quem não a tem e é invocada quando um objeto se perde. E quando a isso compro com uma certidão de batismo que se encontra no arquivo da Paróquia de SOLEDADE RS

domingo, 5 de julho de 2009


Moro nos altos da Serra do Botucaraí, onde o vento minuano sopra todo ano e os invernos vestem as pastagens de branco encantando os que nos visitam. O povo desta terra é acolhedor e veste-se a rigor na semana Farroupilha.
Minha terra é Soledade RS e é conhecida mundialmente pela beleza de suas pedras preciosas. Sou historiadora, recentemente lancei minha obra intitulada "Marcas da escravidão nas fazendas pastoris de Soledade ( 1867-1888)".