quarta-feira, 8 de julho de 2009

Da realidade ao imaginário popular

Os campos do atual estado do Rio Grande do Sul foram cenário, por muitas décadas, da convivência de homens livres e cativos no interior das fazendas de criação de gado, nas vilas e também nos conventos e igrejas como registra a historiografia tradicional. E foi através da literatura sul-riograndense que o mundo tomou conhecimento da cruel história de um menino negro de viveu em uma fazenda do Rio Grande do Sul.

A história a que nos referimos é parte do acervo literário gaúcho denominado de lenda, escrita por Simões Lopes Neto A LENDA DO NEGRINHO DO PASTOREIO que relata a história de um menino escravo que viveu nos campos sulinos e a ele era dada a incumbência de cuidar do gado de uma fazenda.

Certo dia, desapareceu da fazenda um novilho e o negrinho como era conhecido, foi duramente castigado e colocado em um formigueiro para que lá morresse.

O personagem dessa lenda transformou-se em símbolo popular, entrando para o acervo do imaginário popular e é invocado sempre que um objeto ou animal desaparece. Diz a lenda, ainda que uma vela deverá ser acesa ao “negrinho” para que o pedido de encontrar o que foi perdido seja atendido

Essa lenda poderá ter nascido de algum fato real, como o que acontece com a maioria das lendas. Mas a questão que a lenda focaliza é que Nossa SENHORA É MADRINHA de quem não a tem e é invocada quando um objeto se perde. E quando a isso compro com uma certidão de batismo que se encontra no arquivo da Paróquia de SOLEDADE RS

domingo, 5 de julho de 2009


Moro nos altos da Serra do Botucaraí, onde o vento minuano sopra todo ano e os invernos vestem as pastagens de branco encantando os que nos visitam. O povo desta terra é acolhedor e veste-se a rigor na semana Farroupilha.
Minha terra é Soledade RS e é conhecida mundialmente pela beleza de suas pedras preciosas. Sou historiadora, recentemente lancei minha obra intitulada "Marcas da escravidão nas fazendas pastoris de Soledade ( 1867-1888)".